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Pneumonia associada à ventilação mecânica: afinal, é possível prevenir a patologia?

por IEFAP
pneumonia associada à ventilação mecânica

Muitos pacientes que são acometidos em casos graves como a pneumonia, principalmente, a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM), normalmente são submetidos a diversos tratamentos e procedimentos invasivos.

Neste sentido, a utilização de tais procedimentos como, por exemplo, a aplicação de cateteres venosos e arteriais, suportes ventilatórios e de sondas vesicais de demora podem causar prejuízo e danos ao paciente.

Assim, existem certos procedimentos que ajudam a monitorar e supervisionar o paciente de uma forma mais segura e eficaz do que os métodos mais invasivos. Leia o texto e saiba mais!

O que é a pneumonia associada à ventilação mecânica?

A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) trata-se de uma infecção pulmonar hospitalar que ocorre em pacientes submetidos à ventilação mecânica. Ou seja, a infecção geralmente é produzida em razão do suporte ventilatório utilizado.

Dessa forma, ela é considerada evidente quando o paciente estiver intubado e sob ventilação no instante ou nas 48 horas antecedentes ao início do estado infeccioso.

Riscos e procedimentos de dispositivos mecânicos

Os riscos de infecção e contaminação por parte de fatores exógenos, como o de equipamentos de hemodinâmicas, por exemplo, ou também através de dispositivos mecânicos, que favorecem a presença de microorganismos patogênicos.

De fato, a pneumonia associada à ventilação mecânica é uma das principais causas de óbito entre as infecções hospitalares. Isto é, os números são surpreendentes demonstrando que a taxa de mortalidade ocorre na margem de 46% para casos de uso da ventilação e 32% para casos em que não se utiliza.

Entre os principais riscos podemos citar:

  • Efeitos adversos em aplicações de pressão positiva nas via aéreas com prótese;
  • Geração de instabilidade hemodinâmica;
  • Aumento de infecções respiratórias pelas vias de condutos tubulares;
  • Lesões de ventilação mecânica, ocasionada pelos níveis de pressões alveolares.

Em suma, a pneumonia associada à ventilação mecânica tem estes riscos e complicações em pacientes com algum grau de heterogeneidade de seu quadro clínico geral, induzindo inclusive ao óbito.

Por isso, existe uma série de implementações que foram feitas a partir de medidas especificas para a prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica.


Diretrizes e prevenções da pneumonia associada à ventilação mecânica

As diretrizes foram elaboradas por órgãos governamentais e também por associações de especialistas da área. Assim, podemos citar as principais recomendações:

  • Utilização de protocolos de sedação que sejam específicos para cada paciente.
  • Formação específica e atualização constante dos profissionais da saúde para a operacionalização.
  • Observância do tipo de UTI com o controle e necessidade de vigilância local permanente para todas as condutas de prevenção de eventos adversos.
  • Protocolos de higienização permanente e atualizado de todos os profissionais da saúde.
  • Manutenção do paciente em posições consideradas corretas, como de decúbito elevado (30-45 graus).
  • Acompanhamento da aspiração de secreções subglóticas rotineiras.
  • Observância rigorosa de bloqueadores neuromusculares.
  • Analisar períodos de troca do circuito do ventilador, evitando a extubação acidental, assim como a reintubação no paciente.

Logo, todos esses procedimentos devem ser realizados de forma muito criteriosa. Ou seja, seguindo todos os protocolos de assistência respiratória e com as normas sanitárias vigentes.

Também é necessário levar em conta os altos custos orçamentários hospitalares. Simultaneamente, a utilização da internação hospitalar para casos de pneumonia associada à ventilação mecânica implica em acréscimos consideráveis.

Diminuição da duração da ventilação mecânica

Do mesmo modo, quando os procedimentos de prevenção são aplicados adequadamente, há uma grande redução de riscos, inclusive na própria diminuição da duração da ventilação mecânica, que pode ser de 7 para 4 dias.

Dessa forma, existem algumas preocupações, como as aplicações de sedativos em pacientes. Ou seja, com prescrição médica, casos de sedação semi-induzida, mas em geral, os pacientes submetidos tendem a apresentar menos riscos.

Além disso, a aplicação do bundle de ventilação em pacientes ventilados, segundo estudos, tende a reduzir consideravelmente a incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica.

Resumidamente, a pneumonia associada à ventilação mecânica é uma infecção clínica de difícil diagnóstico. Isto é, por apresentar alterações entre estados de hipertermia e hipotermia, leucocitose e leucopenia, infiltrações novas e persistentes em tomografias etc.

A importância da atualização pelas diretrizes

As Diretrizes Brasileiras para Tratamento das Pneumonias Adquiridas no Hospital e daquelas associadas à ventilação mecânica (PAVM) recomendam que seja feito o diagnóstico pelos critérios clínicos anteriormente citados no texto.

Assim, os órgãos médicos de controle e vigilância avaliam que a observação radiológica tem baixo valor preditivo positivo. Em contrapartida, a observação microbiológica invasiva geralmente dependerá do procedimento a ser utilizado.

Portanto, em parte a essa grande variedade de aplicações de observações, os seus resultados permanecem sujeitos a alguns erros de interpretação subjetiva.

Eficácia do tratamento

O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) dos Estados Unidos, órgão equivalente às Diretrizes Nacionais e da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostra que, para a eficácia dos critérios microbiológicos para o diagnóstico da pneumonia associada à ventilação mecânica, podem ser definidos clinicamente ou mesmo microbiologicamente. Assim, isso impossibilita a exclusão da verificação do agente etiológico.

Ainda, pode-se perceber que é verdadeiramente possível estabelecer medidas de prevenção para a PAVM se forem adotadas estas diretrizes e estratégias de controle, de padronização e de atualização no treinamento da equipe dos profissionais da saúde.

A importância da eficácia se dá no sentido de que essas estratégias dependem do trabalho conjunto e envolvimento de toda uma equipe que estabeleça uma formação permanente. O papel dos profissionais da saúde envolvidos é de extrema importância, para além dos equipamentos mecânicos.

Assim, as ações preventivas desses profissionais, no combate e controle de infecções hospitalares serão essenciais na redução das altíssimas taxas de mortalidades ainda frequentes nas UTIs.

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