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Patologia Dual: como ela mudou a forma de ver o dependente químico

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A patologia dual é conhecida por ser um processo em que o paciente se encontra em um tipo de estado duplo, que pode ser de dependência química em conjunto com um transtorno psiquiátrico. Essa relação no diagnóstico é tão importante que ela fará com o que tratamento obtenha novas abordagens médicas.

Nesta dupla combinação, a patologia dual se comporta clinicamente como uma espécie de quadro geral, e que por isso é assim denominada. Tanto o diagnóstico para a patologia de dependência química quanto para a patologia psiquiátrica, algumas orientações clínicas podem ser seguidas.

A patologia dual do dependente químico

O nome “Patologia Dual” é o nome dado para pessoas que são acometidas pela comorbidade em dependência química  com um quadro de transtorno mental. A patologia dual é tão significativa, que ela possui comportamento semelhante a uma entidade clínica sendo, por isso, denominada “patologia dual”.

Uma das primeiras evidências para compreender o quadro clínico do paciente portador de patologia dual é observar o seu histórico no caso de uso prolongado de drogas. O diagnóstico realizado para ambos casos, demonstra que, tanto a psiquiatria quanto as demais especialidades médicas devem andar juntas, pois, tal comorbidade ainda se encontra no rol dos paradigmas, dentro do estudo da saúde mental como um todo. 

Ambas patologias não são frutos de resultados apenas quantitativos, mas que permanecem relevantes e associados um ao outro. Ou seja, casos de patologia dual, não podem ser observados os problemas de dependência química e o de transtorno mental separados, mas devem ser tratados como comorbidade, e tratados de forma multidisciplinar.

Por esta razão, a conduta tradicional do campo da psiquiatria, em relação ao dependente químico e paciente de doença mental, será abordada de outra forma. Quando tratados em separado, o processo e o resultado não serão satisfatórios.

A patologia dual exige uma abordagem que reconheça ambas as patologias. Segundo dados conclusivos, muitos aspectos como o contexto de vida e hereditariedade são importantes de serem considerados, uma vez que a média apresentada revela uma porcentagem significativa em pacientes dependentes.

Existem, também, teorias que consideram que a dependência química traz consigo certas alterações neurológicas e que, por sua vez, diminuem imunosuficiência do paciente, o que pode ser ainda pior caso haja transtornos mentais. Por exemplo, pessoas que apresentem quadros clínicos de baixa atividade dopaminérgica são os que mais buscam procuram substâncias químicas para diminuir o processo de disforia. Neste sentido, estes perfis de pacientes são os principais focos de estudo da patologia dual.

O tratamento para a patologia dual

O tipo de tratamento clínico não é algo considerado fácil, tendo em vista a complexidade de seu diagnóstico. Por apresentar essa dificuldade, nas múltiplas condições que se apresenta, todos os complexos sintomáticos podem ser interrelacionados, uns com os outros.

Como exemplo, nos casos de que o transtorno mental apresenta uma maior perpendicularidade, as avaliações psiquiátricas serão mais precisas. Em se tratando de dependência química, um diagnóstico toxicológico atualizado será mais utilizado.

Para ambos os casos, o psiquiátrico e o etiológico, deverão ser considerados tendo em vista que a patologia dual é complexa em si mesma e evidencia diferentes formas de lidar com esses dois casos relacionados. Por esta razão, a patologia dual é encarada como um novo quadro e entidade clínica.

Considerando a dependência química, o vício é o mais difícil de ser tratado pelo fato de já estar cultural e socialmente integrado na cultura em relação às substâncias como o álcool, analgésicos, sedativos, estimulantes como a cocaína, anfetaminas etc. O processo da abstinência e da intoxicação crônica por tais substâncias, representam o risco de desenvolvimento de sérias complicações físicas.

Em se tratando dos transtornos mentais o diagnóstico é baseado nos fatores de risco e da pré-disposição genética da pessoa para o desenvolvimento de determinadas fobias, síndromes e doenças. Não é nada fácil correlacionar onde está o limite de uma patologia com a outra, na presença de comorbidades psiquiátricas e de dependência química.

Com o uso abusivo de substâncias químicas, essa junção das duas patologias tendem a gerar sintomas mais complexos, de difícil tratamento. Por isso, as maiores dificuldades para a abordagem do paciente com patologia dual, está certamente nesse tipo de diagnóstico diferente, pela questão da sobreposição dos seus sintomas.

Ainda é muito provável que, durante o tratamento, uma patologia poderá exaltar ou “mascarar” a outra. Existem estudos que comprovam que de dez pacientes com transtornos mentais, pelo menos três, apresentam problemas com uso de substâncias.

Esse número demonstra, ainda, que na atualidade, a patologia dual possui uma dificuldade de análise. Entre os quadros mais fáceis de identificar, podemos citar:

  • a relação próxima entre violência e abuso de substâncias;
  • perturbações de personalidade e perturbações psicóticas;
  • abuso de drogas que agravam a sintomatologia psicótica.

Esses são os diagnósticos mais associados à patologia dual. Um dos problemas desse diagnóstico é que a complexidade sintomática está dividida de forma diferente nas mais variadas classificações psiquiátricas, e por esta razão, as comorbidades não são vistas de forma relacionadas.

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2 Comentários

  1. fernado disse:

    Muito bom seus artigos parabens pelos conteudo

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