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Realidade virtual: ferramenta para estudos de perícia médica

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A cada dia que passa, cresce a demanda de cadáveres para o estudo da anatomia, notadamente em áreas chave para medicina como os estudos de perícia médica. E a realidade virtual tem se tornado uma grande aliada para atender a essa demanda.

A obtenção de corpos para o ensino acadêmico, além de envolver questões ético-legais, está cada vez mais burocrática, visto que não há legislação clara sobre o assunto no que diz respeito aos aspectos culturais e religiosos que envolvem essa prática.

De acordo com a lei brasileira, são encaminhados para ensino e pesquisa os cadáveres não reclamados com declaração de óbito expedida pela Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Também são encaminhados pelo hospital onde ocorreu o óbito, aqueles que são doados pela família, o que torna bastante restrito o espectro de possibilidades.

Como a familiarização com as estruturas do organismo é fundamental para uma formação completa de futuros peritos e estudantes de Medicina em geral, é cada vez mais comum o uso de tecnologias como a realidade virtual para realizar simulações. Saiba mais sobre esse assunto lendo esse artigo!

Realidade virtual e o aprendizado em Saúde

A associação entre a metodologia clássica de ensino acadêmico e métodos inovadores, apoiados por tecnologias como a realidade virtual, é uma tendência cada vez mais forte em países conhecidos por oferecer educação em Saúde de ponta, como nos EUA.

Lá, a empresa norte-americana Surgical Theatre, por exemplo, faz uso desse tipo de metodologia para que especialistas em cirurgia possam realizar treinamentos para a realização de procedimentos de maior complexidade.

Criada pelo engenheiro Moty Avisar e pelo cientista da computação e ex-piloto de helicóptero Alon Geri, a startup surgiu da ideia de treinar residentes e cirurgiões como pilotos de caça. A ideia inicial era prepará-los para os procedimentos cirúrgicos da mesma maneira que pilotos usam simuladores antes de missões importantes.

A iniciativa foi tão bem sucedida que a plataforma de realidade virtual desenvolvida pela Surgical Theatre é utilizada no desenvolvimento de profissionais em alguns dos principais hospitais-escola dos EUA, como a UCLA, a Universidade de Nova York, o Mount Sinai e a Mayo Clinic.

Esse tipo de tecnologia também já está sendo utilizada com sucesso no Brasil. Os estudantes do curso de Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, vinculada ao hospital de mesmo nome na capital paulista utilizam, além de livros, softwares e modelos de plástico, óculos de realidade virtual para poder compreender melhor as estruturas as estruturas do organismo.

Com o equipamento, que é resultado de uma tecnologia desenvolvida pela startup Med Room, os estudantes de Medicina podem acessar o laboratório de morfologia e anatomia da empresa. E assim podem realizar seus estudos em um paciente virtual, desenvolvido totalmente em 3D.

O programa permite a visualização de todo o interior do corpo humano, bem como o estudo de seus sistemas separadamente. É possível, por exemplo, escolher ver em detalhes apenas o sistema circulatório ou digestivo, “tocar” os órgãos e aprofundar-se nas informações de cada um deles.

Outra funcionalidade ligada aos óculos de realidade virtual possibilita que o aluno “retire” algumas camadas de um determinado órgão com o objetivo de entender melhorar suas estruturas internas. Ao final da utilização, é possível realizar testes na plataforma que atestam o conhecimento adquirido.

A iniciativa da Med Room foi tão bem sucedida que existem planos para levar a tecnologia para faculdades de países como México, Peru e Costa Rica.

Tecnologia é capaz de oferecer formação mais completa

O uso desse tipo de tecnologia não tem como objetivo substituir ferramentas de ensino tradicionais, mas complementá-las, oferecendo uma formação mais sólida. Ferramentas de dissecção virtual, por exemplo, são incapazes de oferecer a tridimensionalidade dos órgãos.

Mesmo com a utilização de cadáveres, alternativa que tradicionalmente é apontada como metodologia mais completa, o aluno não conseguia ter a experiência de observar o órgão com a coloração e textura que ele teria em um procedimento cirúrgico. Já que essas características são perdidas com a extinção da vida.

Apesar do alto custo envolvido e da baixa capilaridade que essa metodologia ainda tem no país, a utilização da realidade virtual e outras ferramentas tecnológicas é uma tendência crescente. E ela pode impactar expressivamente o ensino de anatomia humana.

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