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Confira os novos tratamentos para Alzheimer

Doenças respiratórias relacionadas a poluição
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24 de julho de 2019
 

Os novos tratamentos para Alzheimer tendem a melhorar com a evolução da medicina. Hoje, vários são os medicamentos prescritos e aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para tratar pessoas que foram diagnosticadas com a doença de Alzheimer.

Você sabia que os novos tratamentos para Alzheimer podem proporcionar às pessoas uma melhor qualidade de vida e bem-estar, dignidade e independência por um longo período, assim como encorajar pessoas encarregadas em cuidar delas? Continue lendo e conheça os novos tratamentos para Alzheimer!

Novos tratamentos para Alzheimer

Os novos tratamentos para Alzheimer aumentaram consideravelmente o desempenho das substâncias químicas na atividade cerebral, cuja função é transportar informações de uma célula para outra. No entanto, estes tratamentos ainda não impedem a deterioração subjacente e a morte de certas células cerebrais. Assim, quanto mais células padecem, a doença de Alzheimer continua a progredir.

É certo que a maioria dos medicamentos funciona melhor para as pessoas nos estágios iniciais da doença de Alzheimer. Por isso, é importante entender que nenhum desses medicamentos interrompe a doença em si.

A doença tem tratamento, embora seja paliativo. Atualmente, os cientistas possuem uma esperança mais cautelosa no desenvolvimento de novos tratamentos para Alzheimer, para que consigam definitivamente parar ou atrasar a progressão da doença.

No entanto, com uma compreensão melhor de como a doença altera o cérebro, chegou-se a possíveis novos tratamentos para Alzheimer que provocam um curto-circuito nos processos básicos da doença. Leia o artigo e veja como.

Combinação de medicamentos

Os novos tratamentos para Alzheimer podem incluir uma combinação de medicamentos, similar ao que já existe para os vários tipos de câncer e HIV/AIDS. No momento em que a doença de Alzheimer é diagnosticada, o médico especialista pode prescrever um ou vários tratamentos farmacológicos ao paciente.

Embora essas combinação de drogas não modifiquem o curso da doença cerebral, elas ajudam muito a aliviar alguns dos sintomas, reduzindo a sua intensidade e contribuindo para uma maior qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

Um novo olhar para as placas

Alguns dos novos tratamentos para Alzheimer que estão em desenvolvimento destinam-se a eliminar aglomerações microscópicas da proteína beta-amilóide (ou seja, as placas). Essas placas são parte dos sinais característico da doença de Alzheimer.

Como forma estratégica no combate ao beta-amilóide, pode-se afirmar que existe um recrutamento do sistema imunológico. Vários medicamentos, conhecidos como anticorpos monoclonais, impedem a acumulação de beta-amiloide nessas placas e ajudam a eliminá-las. Os anticorpos monoclonais imitam os anticorpos que o corpo produz naturalmente, como parte da resposta do sistema imunológico a invasores.

Um exemplo disso é o uso do Aducanumab, um medicamento que se mostrou promissor em estudos em participantes que tinham níveis reduzidos de placas amilóides e passaram a ter um declínio cognitivo mais demorado.

Proteína Fyn

Pesquisadores descobriram que o beta-amilóide interage com uma outra proteína chamada Fyn. Esta, quando combinada com o beta-amilóide, é ativada de forma contundente, causando uma destruição nas conexões entre as células nervosas (os sinapses).

Com isso, a droga sacaratinib desativou a Fyn, permitindo que as sinapses voltassem a funcionar novamente, e se experimentasse uma reversão parcial da perda de memória. Na verdade, algumas drogas experimentais visam bloquear a atividade dessas enzimas. Elas são conhecidas como inibidores de beta e gama. Outra desses medicamentos recentes, é o verubecestat, outro inibidor da beta-secretase.

Diminuição da inflamação

A doença de Alzheimer causa inflamação crônica nas células cerebrais. Estuda-se formas de tratar esses processos inflamatórios com uma droga chamada sargramostim que atualmente se encontra em investigação. Acredita-se que essa droga pode estimular o sistema imunológico a fim de proteger o cérebro de proteínas prejudiciais.

Novos estudos sobre a conexão do coração com o cérebro

Também encontra-se em investigação, uma possibilidade de que a saúde do cérebro está intimamente relacionada com a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Assim, o risco de desenvolver Alzheimer parece aumentar quando algumas condições danificam o coração ou suas artérias, que pode incluir pressão alta, doenças cardíacas, derrame, diabete e colesterol alto.

Outro medicamento para hipertensão, que parece ser promissor para a doença de Alzheimer, é a nilvadipina, que pode ser eficaz em melhorar alguns dos sintomas da doença, aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro, melhorando a memória. Os resultados mostraram que o fluxo de sangue para o hipocampo, a área do cérebro responsável pela memória e aprendizado, chegou a aumentar em até 20% com o uso da nilvadipina.

Para isto, são exploradas algumas estratégias como:

  • Fármacos para fatores de risco de doença cardíaca.
  • Opções de estilo de vida para benefícios cardíacos como o exercício e a ingestão de uma dieta saudável para o coração.
  • Recebimento de terapia hormonal baseada em estrogênio por pelo menos um ano durante a perimenopausa ou a menopausa.

Variação genética no plcg2

Também descobriu-se que uma variante genética termina por proteger o cérebro contra a doença de Alzheimer bem como outras demências. Segundo os informes de investigadores do Hospital Universitário Marques de Valdecilla e Pesquisa em Saúde do Instituto de Valdecilla, essa variante genética no gene plcg2 gene também pode apresentar resultados satisfatórios para o tratamento de Alzheimer.

Esta variação genética, que não só protege contra a doença de Alzheimer, mas também contra outras formas de doenças neurodegenerativas, deu muita chance aos portadores dessa variante genética, com probabilidades em desenvolver menos demência do que com os não portadores.

Inibidores da acetilcolinesterase

Os inibidores da acetilcolinesterase tendem a retardar a degradação da acetilcolina, um neurotransmissor envolvido nos processos de memória e aprendizagem. Geralmente eles são mais indicados para os estágios iniciais e moderados da doença de Alzheimer. A sua ação permite melhorar temporariamente algumas funções cognitivas, como a memória e a atenção.

Essas drogas também ajudam a influenciar as atividades do cotidiano da pessoa, favorecendo a sua autonomia. Outros medicamentos inibidores que estão sendo são prescritos para o tratamento de sintomas da doença de Alzheimer: Razadyne® (galantamina), Exelon® (rivastigmina) e Aricept® (donepezil).

Para casos de tratamento para sintomas de grau moderado a severo de Alzheimer, são prescritos: Namenda® (memantina), que ajuda nos estágios avançados da doença, e Namzaric ®, uma combinação do Namenda® com o Aricept®.

Outros como o donepezil, a galantamina e a rivastigmina, também trabalham de forma semelhante, mas sempre dependendo das características de cada paciente. vale lembrar que para o controle de distúrbios comportamentais, em certos momentos da evolução da doença, o neurologista pode considerar necessária a prescrição de algum medicamento para o controle de alguns transtornos afetivos, como a depressão, ansiedade, idéias paranoicas, agitação, agressão ou insônia.

Também existem outras terapias que não são farmacológicas, especialmente quando a doença ainda não atingiu seus estágios mais avançados. Estas terapias, que são mais naturais ou holísticas, vem apresentando efeitos positivos que podem ser mais avaliados com atenção.

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De qualquer forma, tanto programas de apoio, aconselhamento, fármacos e familiares, todos são muito importantes para contribuir com o bem-estar da pessoa afetada. 

O objetivo é acelerar os tratamentos

O desenvolvimento de novos tratamentos para Alzheimer é um processo lento e detalhado. Esse ritmo pode ser especialmente frustrante para pessoas que já tem a doença, bem como para suas famílias que estão esperando por novas opções de tratamento.

Algumas empresas farmacêuticas passaram a tentar estimular esse processo criando uma associação científica chamada de Coalition Against Major Deseases, como fundações, sem fins lucrativos e com conselheiros de governos, que oferecem compartilhamento de dados e informações sobre testes para a doença de Alzheimer.

Ao estarem sob prescrição destes medicamentos citados, os pacientes devem ser supervisionados sempre quando começarem a tomar, e em geral, devem comunicar quaisquer sintomas incomuns ao profissional de saúde ou médico que o acompanha.

De fato, por enquanto, ainda não temos evidências conclusivas para indicar que existe um medicamento definitivo, entre os novos tratamentos para Alzheimer, mas, de acordo com os vários estudos que estão sendo publicados, é muito possível que em breve, surja a cura.

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