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Quais as doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 700 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos mentais. E, em primeiro lugar entre as doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo, a depressão só fica atrás dos problemas na coluna quando o assunto é afastamento das atividades profissionais.
A falta de atenção à saúde mental, durante tantos anos negligenciada em campanhas públicas de prevenção de doenças, mostrou-se prejudicial também à economia. Só em 2016, mais de 190 mil pessoas afastaram-se de empresas públicas e privadas para tratar dessas enfermidades.

Aliás, das dez principais causas de incapacidade profissional, cinco estão ligadas às desordens neuropsiquiátricas. Mas afinal, quais são as doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo e de que maneira é possível tratá-las? É o que você vai descobrir agora!


Conheça as 7 doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo

1. Depressão

Considerada a número um entre as das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo, a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas. Ou seja, 4% da população global. O transtorno é caracterizado pelo sentimento de tristeza profunda, intensa e prolongada, sem causa aparente ou desproporcional ao acontecimento. Ela também é reconhecida pelo desinteresse por atividades que antes proporcionavam alegria ou prazer. O tratamento é realizado com medicamentos prescritos por um psiquiatra e deve ser complementado com sessões de psicoterapia.

2. Síndrome de Burnout

Segundo a International Stress Management Association (Isma), 30% dos 100 milhões de trabalhadores brasileiros padecem da Síndrome de Burnout. E ela é uma das doenças psiquiátricas mais incapacitantes da atualidade. O transtorno mental de caráter depressivo é caracterizado pelo esgotamento físico e mental intenso diretamente ligados à atuação profissional, que provocam estresse excessivo e sintomas como nervosismo, tonturas, sofrimento psicológico, dores de cabeça, alterações no apetite, no sono, necessidade de isolamento social e sentimento de desesperança e fracasso. O tratamento da Síndrome de Burnout é geralmente coordenado por um psiquiatra, que costuma recomendar o uso de antidepressivos combinados com sessões de psicoterapia.

3. Síndrome do Pânico

Dores no peito, falta de ar, sensação de morte iminente ainda que não haja nenhum tipo de perigo aparente: assim é a Síndrome do Pânico. A doença afeta mais de 280 milhões de pessoas no mundo segundo dados da OMS. A preocupação com que novas crises de medo agudo ocorram a qualquer momento e o pânico de perder o controle ou enlouquecer costumam causar uma série de transtornos à vida dos portadores da doença. Isso faz com que deixem de realizar suas atividades cotidianas com medo de que isso aconteça. O tratamento para a Síndrome do Pânico dura no mínimo seis meses e é prescrito pelo psiquiatra. Ele utiliza medicamentos como antidepressivos combinados a terapias comportamentais orientadas por psicólogos.

4. Esquizofrenia

Outro transtorno que figura no rol das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo é a esquizofrenia. A doença dificulta o correto julgamento da realidade e pode provocar alucinações, delírios e pensamentos desconexos. O portador do transtorno mental pode enfrentar ainda uma grande dificuldade de interagir com as pessoas e ir perdendo progressivamente a afetividade. Isso impacta de maneira severa sua qualidade de vida e sua capacidade social e profissional. A esquizofrenia atinge cerca de 1% da população mundial e exige tratamento por toda a vida. O psiquiatra geralmente prescreve antipsicóticos e outros medicamentos coadjuvantes e recomenda sessões de psicoterapia comportamental para reintegração à sociedade. Em casos mais graves, pode ser recomendada a internação do portador da doença.

5. Distúrbio de ansiedade generalizado

De acordo com a OMS, o Brasil é o país campeão mundial nos índices de ansiedade: cerca de 9,3% dos habitantes sofrem com o transtorno. Ele é caracterizado pelo nervosismo e preocupação intensa, duradoura e desproporcional com assuntos ou situações antecipadas. O distúrbio de ansiedade generalizado se diferencia dos episódios de ansiedade — emoção normal diante de um fato novo, como o início em um novo trabalho ou a expectativa de uma viagem, por exemplo. E por serem incontroláveis, se manifestam também diante de situações simples e por período superior a 6 meses, atrapalhando inclusive a realização de atividades diárias. O tratamento do transtorno é realizado geralmente com o uso de medicamentos ansiolíticos acompanhado de sessões de psicoterapia, que ajudam a aliviar o quadro de disfunção.

6. Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica caracterizada principalmente pelas oscilações constantes de humor, com alternância entre períodos de euforia ou mania com outros de depressão. Essas alternâncias podem acontecer de maneira rápida, lenta, com maior ou menor frequência,. Isso torna impossível determinar um padrão que atenda a todos os portadores do distúrbio. Nos períodos de mania, há uma exaltação de humor e aumento de energia sem qualquer relação com acontecimentos ou ações. Além do humor eufórico, o portador do transtorno bipolar pode irritar-se facilmente nessa fase, apresentando ainda explosões de raiva ou fúria, agitação, impulsividade, desatenção e obsessão com determinados assuntos. Já o período depressivo é caracterizado por uma lentidão de pensamento e motora, alterações no sono e apetite, humor deprimido, falta de iniciativa ou de prazer com atividades das quais antes parecia gostar. O diagnóstico costuma demorar a acontecer, já que geralmente o portador de transtorno bipolar acredita estar saudável. Em casos mais graves, o tratamento pode envolver hospitalização, e normalmente é realizado com medicamentos para controle de humor e terapia comportamental.

7. Transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas

Por fim, os transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas, como álcool e drogas, também figuram como uma das doenças psiquiátricas mais incapacitantes do mundo. Nesse grupo, enquadram-se todos os distúrbios que têm gravidade, características e sintomas variados,  mas guardam em comum o fato de serem atribuídos à utilização de uma ou mais substância psicoativa, seja ela legal ou ilegal. O tratamento desse tipo de transtorno vai depender da gravidade e do tipo da substância que provocou o problema, mas geralmente envolve o uso de medicamentos e terapia. Em casos graves, o paciente pode ser  internado em uma clínica especializada para garantir o afastamento da substância que provoca a compulsão.

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