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Tratamento da dor no idoso: conheça os principais procedimentos

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Como aproveitar melhor a terceira idade
11 de outubro de 2019
 

O número de pessoas com mais de 65 anos continua a aumentar no Brasil. Os idosos estão mais propensos a ter artrite, distúrbios ósseos e articulares, câncer e outros problemas crônicos associados à dor. Portanto, os médicos profissionais devem estar atentos ao tratamento da dor no idoso e enfrentar este desafio importante no controle das moléstias. A dor é uma queixa comum da maioria dos idosos.

Com os avanços da medicina, a população idosa compreende o segmento de crescimento mais rápido da população mundial. Porém, à medida que os pacientes envelhecem, a incidência de certas síndromes dolorosas também aumentam. Infelizmente, a dor pode ser até desconsiderada em tratamentos já que alguns pacientes idosos acreditam que ela é um processo normal de envelhecimento.

Como lidar com o tratamento da dor no idoso

Primeiramente, é necessário fazer uma avaliação abrangente do paciente antes de iniciar  um tratamento da dor no idoso. E isso deve incluir um registro histórico médico completo com exames físicos. Além disso, é importante que se tenha uma revisão de sistemas, dos resultados laboratoriais pertinentes e também testes de diagnóstico.

Na verdade, a dor também pode estar relacionada às complicações associadas ao sedentarismo, falta de condicionamento, acidentes, excesso de medicamentos ou declínio cognitivo. Por outro lado, a existência de dores persistentes pode até aumentar com a idade.

Os idosos, em geral, não são frequentemente ensinados a saber lidar e entender a dor. Existem certas barreiras no manejo efetivo que são desafios à avaliação adequada no tratamento da dor no idoso. Isso inclui manifestações atípicas de dor, necessidade de uma maior apreciação das dosagens de fármacos, equívocos sobre dependência de opioides etc.

Por exemplo, os opioides tornaram-se mais amplamente aceitos para o tratamento da dor no idoso, àqueles que apresentam dores mais persistentes. Mas, esse tipo de uso exige que médicos compreendam a prevenção e o gerenciamento dos efeitos colaterais de opioides.

Para que o gerenciamento do tratamento da dor no idoso seja eficaz, os médicos precisam ser hábeis na avaliação da dor. Eles devem ser capazes de reconhecer a importância de uma abordagem de equipe (mesmo interdisciplinar) e conhecedor das abordagens farmacológicas.

Avaliações da dor no idoso

Uma avaliação efetiva para o tratamento da dor no idoso pode ser um desafio. Isso requer uma apreciação de que tal desconforto pode se apresentar de forma atípica. O relato do paciente pode ser visto como a melhor evidência para a presença de dor e a melhor forma de avaliar a intensidade da mesma.

Lembre-se que a dor pode ser avaliada, mesmo naqueles pacientes com demência, usando apenas perguntas simples e ferramentas de triagem. Já adultos mais velhos, frequentemente não relatam a dor porque acreditam que ela é uma parte já esperada da própria velhice. Há também outros pacientes que “aceitam” a dor como forma de punição por ações passadas…

No entanto, uma avaliação abrangente deve incluir um registro histórico cuidadoso e exames físicos para o diagnóstico seguro. Deve ter o objetivo de identificar a etiologia precisa da dor. São características como:

  • intensidade;
  • frequência;
  • localização

Estas devem ser descritas, com instrumentos padronizados de avaliação geriátrica que ajudam a observar as funções, a marcha, o afeto e a cognição. O tratamento da dor no idoso começa com a avaliação daquilo que instigou a dor e quais as modalidades de tratamento que são mais eficazes. No entanto, a avaliação raramente é tão simples assim. As manifestações clínicas da dor persistente são frequentemente complexas e multifatoriais na população idosa.

Como tratar a dor no idoso

Além disso, a condição física, psicológica e emocional do paciente idoso é frequentemente complicada por transtornos de depressão, preocupações, negação, problemas de saúde e de origem cognitiva. Sem uma avaliação completa, a dor que está causando comprometimento grave pode não ser revelada por uma série de razões pessoais.

À medida que pacientes envelhecem, a incidência de certas síndromes tendem a aumentar. Por isso, o médico deve estar preparado para lidar com síndromes de dores geriátricas comumente encontradas nestes pacientes.

O tratamento da dor no idoso pode ser categorizado em algumas áreas:

  • Medicamentos não-opioides;
  • Analgésicos opioides;
  • Gerenciamento não-farmacológico.

Gerenciamento farmacológico da dor no idoso

Embora as reações adversas a medicamentos para idosos representem um risco significativo, a intervenção farmacológica para o tratamento da dor no idoso ainda é a principal forma de cuidado médico. A dor em idosos pode ser controlada, mas provavelmente exigirá testes de vários agentes e uma titulação cuidadosa das dosagens.

Medicamentos não-opioides

A maioria das dores mais leves ou moderadas em idosos é de origem muscular-esquelética e estes respondem bem a agentes como o acetaminofeno. Por outro lado, o uso prolongado de anti-inflamatórios não-esteroides pode colocar o idoso em risco clínico sério.

Analgésicos opioides

A administração de analgésicos opioides para o tratamento da dor no idoso tornou-se aceitável para pacientes com dores de moderada a grave.

Gerenciamento não-farmacológico

Embora a maioria dos pacientes idosos necessite de intervenção farmacológica para controlar a dor, algumas abordagens não farmacológicas podem ter um benefício adicional e complementar. Este aspecto é particularmente importante em adultos mais velhos. Isto porque ao evitar medicamentos têm-se uma baixa frequência de reações adversas, em comparação com as abordagens farmacológicas tradicionais.

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Como trabalhar com a prevenção

Os médicos precisam prever, prevenir e gerenciar os efeitos colaterais. Por exemplo, quando a terapia com opioides é iniciada, tanto a sedação e estados alterados são comuns, até que a tolerância se desenvolva.

A complexidade da avaliação da dor em pacientes geriátricos, muitas vezes requer uma abordagem multidisciplinar para diagnóstico. O médico deve trabalhar em conjunto com psicólogos ou psiquiatras, pois a depressão, muitas vezes, está presente no paciente com dor crônica.

Estratégias de enfrentamento da dor podem incluir técnicas de relaxamento, atividades físicas e meditação. Além disso, um sistema de suporte sólido, incluindo parentes e cuidadores, deve ser estabelecido.

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