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Processo de envelhecimento: epidemiologia, prevenção e promoção à saúde

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O processo de envelhecimento no Brasil está acontecendo de forma intensa. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa totaliza 14,3% dos habitantes brasileiros. A expectativa de vida aumentou em relação ao ano de 2016 para ambos os sexos, sendo atualmente 79 anos para mulheres e 72 para homens.

Para o ano de 2050 a expectativa no país, bem como no mundo, é que a população idosa ultrapasse o número de crianças menores de 15 anos, fenômeno nunca observado anteriormente.

Acontecendo de forma rápida, esse crescimento representa para alguns uma importante conquista social, resultando nas melhores condições de vida, ampliação de acesso à serviços de saúde, avanço tecnológico e aumento da renda.

Contudo, para outros, o processo de envelhecimento ocorre sem tempo para uma reorganização social adequada na área da saúde, tornando o atendimento às demandas emergentes um desafio.

No artigo de hoje, você vai conhecer um pouco mais desse processo e como você, médico, pode promover a qualidade de vida na população idosa. Confira!

Perfil epidemiológico

Segundo o Ministério da Saúde, o perfil epidemiológico da população idosa tem como característica três cargas de doenças com forte predominância das condições crônicas, dominância de elevada mortalidade e morbidade por condições agudas resultante de causas externas.

Grande parte dos idosos são portadores de disfunções ou doenças orgânicas. Contudo, devemos destacar que tal quadro não significa necessariamente a limitação de atividades, restrição de participação social ou desempenho de papel social.

Direitos do idoso

Conforme o Estatuto do Idoso (Lei nº10.741/2003), iniciativa que garante os direitos da pessoa idosa e fruto de mobilização da sociedade, o indivíduo na terceira idade deve ter garantido os seguintes direitos:

  • à vida;
  • à liberdade;
  • ao respeito;
  • alimentação;
  • saúde;
  • dignidade:
  • ao convívio familiar e em comunidade;
  • à atenção integral à saúde garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS);
  • ao acesso universal e igualitário para prevenção, promoção, proteção e recuperação à saúde;
  • à acompanhante em casos de internação;
  • à exigência de medidas de proteção quando seus direitos estiverem ameaçados ou violados, entre outros.

Déficits no processo de envelhecimento

São diversas as alterações associadas ao envelhecimento, incluindo degeneração dos processos homeostáticos, como digestão e absorção e mudanças em componentes como força muscular, audição e equilíbrio.

A capacidade muscular esquelética declina progressivamente durante o processo de envelhecimento. Consequentemente, ocorre perda de massa muscular, gerando atrofia e déficits funcionais no idoso que o impedem de realizar suas atividades da vida cotidiana.

A fraqueza muscular associada à diminuição da capacidade cognitiva e motora também decorrentes da idade resultam ainda em riscos aumentados para quedas, pancadas e situações que podem levá-los à incapacidade, diminuição da autonomia, necessidade de institucionalização e até morte.

Entre as quedas que ocorrem devido ao processo de envelhecimento, 5% delas resultam em fraturas e 10% resultam em ferimentos importantes que precisam de cuidados médicos, hospitalização e internação pelo dobro de tempo, se comparados aos idosos admitidos por outros motivos.

Prevenção e promoção da saúde

Considerando as incapacidades funcionais como causas do enfraquecimento muscular, motor  diminuição cognitiva, os exercícios responsáveis por promover o aumento na força são essenciais para melhoria e manutenção do bem-estar e qualidade de vida da população idosa.

Práticas físicas que aumentam a massa óssea ajudam a melhorar a flexibilidade, reverter quadros de hipertensão e impedem a atrofia muscular. Tais exercícios são considerados os mais completos meios de prevenção e promoção para evitar doenças, já que populações fisicamente ativas apresentam menor incidência de doenças crônicas como obesidade, hipertensão, diabetes tipo II, osteoporose, ansiedade, depressão, entre outras.

Além disso, uma rotina de bons hábitos como dormir bem, seguir alimentação equilibrada, realizar atividades que desenvolvam a cognição e proporcionem a socialização ajudam a garantir o bem-estar do idoso.

Acompanhamento médico na terceira idade

Com as alterações causadas pelo processo de envelhecimento, é fundamental que o indivíduo tenha acompanhamento médico, evitando o agravo das modificações fisiológicas, bioquímicas e psicológicas na terceira idade.

Profissionais como cardiologista, dermatologista e endocrinologista devem estar sempre com às consultas de rotina em dia. Assim, auxiliando a promover o bem-estar e cuidados com esses pacientes. Contudo, o especialista que deve sempre estar presente na vida de todos que já entraram na terceira idade é o geriatra.

Esse profissional médico tem como papel prevenir doenças decorrentes da idade e orientar familiares a conviverem com entes idosos. Ou seja, o geriatra tem como atribuição proporcionar o melhor conforto e qualidade de vida do idoso. Além disso, promover o combate aos preconceitos ligados ao processo de envelhecimento.

Atuação do geriatra

Relativamente recente, a geriatria é uma especialidade em alta no mercado e surgiu devido às necessidades de atendimento exclusivo e diferenciado para a população mais velha. Avaliando o paciente, o profissional identifica mudanças físicas, funcionais e psicológicas, comuns no processo de envelhecimento e outras alterações provenientes de doenças ou distúrbios que podem ocorrer nessa fase.

Diferente de outros especialistas, o geriatra não se restringe a avaliar somente um sistema ou órgão, dedicando-se à saúde do indivíduo por completo. Esse fato não impede que o profissional atue lado a lado com outros especialistas, como reumatologistas, psiquiatras e outros.

É importante lembrar que, todos profissionais têm como compromisso promover a saúde no processo de envelhecimento, contudo, o geriatra é responsável por melhorar a qualidade de vida do indivíduo, ajudando-o no tratamento de doenças e ofertando meios de prevenir o agravo de situações naturais no avanço da idade.

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